quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

My light shines on!

PARA OUVIR O POST ENQUANTO LÊ A MÚSICA: 
http://www.youtube.com/watch?v=peugq83Fv2c

Num desses dias lindos de sol estava eu com meus amigos no sítio em Itatiba. Conhece Itatiba? É uma cidadezinha do interior de São Paulo...uma delicinha. Estávamos no sítio da Magrela, amiga querida.

Pois bem!

Rimos, pulamos estilo "bomba" na piscina para molhar todos ao redor, comemos até não caber mais e chegou uma hora que cansamos. Deitei na grama e vi uma borboleta...ahhh as borboletas e nossa relação. Sim, eu e elas conversamos...somos amigas...elas pousam em mim, confiam no meu caráter e sabem que jamais faria algum mal à elas.
Dizem que a borboleta é o "pássaro da alma" e eu acho que Deus as fez para nos confrontar da forma mais intensa e profunda.

a borboleta de Itatiba


Viajei no processo de metamorfose daquela minha amiga borboleta e nunca mais esqueci. Hoje aquela viagem é mais real na minha vida do que o teclado que digita essas palavras....
 
Nunca vi bicha mais acomodada que a lagarta. Ela é molenga, lesmuda e vive a vida em slow. Ahhh sem falar que só come. E mesmo assim, manda bem produzindo os fios de seda que formam o casulo e sua proteção. A vida dela é boa, o mundinho dela é tranquilo. Ela nem se importa com as maldades dessa vida, com fofoquinhas, nada a abala. Mas ela sabe que um dia a festa vai acabar. Com certeza ela sente que aquela vida no casulo é o fim de uma fase. E cer-te-za que ela deve achar UÓ.

Visualizo a lagarta dramatizando: por queeee meu Deus, eu não mereço isso!!! 

E a parada é mais forte do que a vontade dela. A lagarta se transforma dentro do casulo, o corpo dela vai mudando e chega uma hora que ela tem que romper...já não dá mais para continuar no comodismo. E quando rompe, TEM QUE COLOCAR AS ASINHAS PRA FORA e tem que voar.


Acho que o primeiro voo é como um bebezinho andando.  Parecem meio bêbados, né? Ela deve voar toda desorientada...afinal gente, olha a crise na vida dessa bicha! Vocês acham que ela não lembra seu passado de segurança? Fora o apego aos hábitos e o medo que a impede de ver as possibilidades.
Ela escolhe: ou sofre, ou se frustra ou se transforma de uma vez por todas!

E o processo de mudança é inevitável na vida dela. Mas se ela assumir a transformação seus sentidos ficarão alertas e haverá energia, vontade, coragem, desejos, sonhos! 
Cai o comodismo e entra o "mundo desconhecido de coisas novas que fazem a borboleta sentir borboletas no estômago"!


Alguém ai sabia que a borboleta pode atravessar um oceano voando? 
Não sabia?
Então já sabe...ela pode e ela vai, linda, leve, loira/morena, colorida e mostrando seus dentes invisíveis porque o sorriso está escancarado em sua cara de borboleta.
Ela recria seu futuro. Ela se conecta com Deus e Sua linda criação.
Ela se sente merecedora da mudança. Ela entende que os fios de seda e o alimento garantido não a fazem plena. Ela é o pássaro da alma que precisa de liberdade e não de limites. E ela vai...na verdade, ela está indo.

Prazer, meu nome é Michele e ontem deixei minha vida de lagarta, rompi o casulo.
Estou colocando as asinhas para fora e depois conto melhor a sensação e os resultados. Agora vou voar um oceano e já volto. Afinal é como diz a música: "I was blind, now I can see...".

Com carinho. 
Micheleta.



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A free man..ops, bear.

Muiê, começa a postar suas fotos no blog, disse um dos melhores amigos da vida inteira.
Parei, pensei, deixei. 
Muiê, faça logo essa página e coloca suas fotos.
Ai caramba, não que é tem tudo a ver?, pensei eu.

Então lá vai, gente. Lá vai uma das minhas fotos preferidas junto com a minha interpretação, afinal como bem sabem, não sou terráquea, nem marciana, nem nada disso...vivo num mundo paralelo e talvez por isso meu lugar preferido seja Wonderland !!

A foto do urso esquecido.
Março de 2012
Brás, São Paulo, SP.

Quer um abraço?

Meu nome? Não importa, deduza você.
Já fui marrom, mas não um marrom escuro, era clarinho...quase bege. Um dia vi que uma turma se reuniu e olhando para mim comentavam algo, me tocavam e continuavam confabulando. Deduzi que tinha a ver com a minha cor. Ouvi que o bege me apagava, mesmo com esse tamanhão todo.
Me pintaram. Tossi muito, acho que era alergia da tinta. Ninguém ligou e eu sabia que não adiantava falar, eles nunca escutaram e nem escutariam. Resisti e me curti, fiquei dourado.

Passou um tempo, não muito, e uma pessoa me levou pra outro galpão. Acho que era galpão, não sei bem porque era transportado com um capuz que cobria meu corpo inteiro. Acredito que eles não queriam que eu descobrisse o caminho para não fugir.

Estava farto daquela vida! 

Foi quando vi que iam me pintar de branco, porque branco tem a ver com paz e coisa e tal.
Ahhh mas não mesmo, nem aqui, nem na China, pensei eu.

Vi um filme outro dia, chamava Toy Story. Será que sou brinquedo? Ou será que estou mais pra Uma noite no museu?. Eu precisava de um coração, de uma vida, precisava dominar minhas pernas. Desejei que esses filmes fossem reais.

Filhoooos da mãe, estão me pintando!!! Pronto, tô branco e purpurinado. Tô horrível e tossindo que nem um trem avisando que está chegando na estação, aff.

Opa opa péra lá, estão me colocando num carro enorme e tem gente me olhando. E essa música no último volume?? Ah não, não querooo. Péra, tô sentindo meus pés...vou correr.

E corri, e vi uma loja de tinta. Então resolvi que viveria com a cor que eu escolhesse. Curti o pink, me pintei. Fui livre. Corri, mas meus pés pararam, tive que parar. Parei e não importa mais nada, agora sou livre. Tomo chuva, tomo muito sol na cachola, me rasgam, me olham, me fotografam e até já me fizeram de colchão. Não importa, sou livre.




A foto no Instagram e seus filtros que tanto amo. 



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A vergonha do amor!

PARA OUVIR O POST ENQUANTO LÊ A MÚSICA: 
 http://www.youtube.com/watch?v=DHEOF_rcND8

Aos 5 anos tive a maior declaração pública de amor e você pode não acreditar, mas travei de tanta timidez. Calma, eu explico.

Tad Lapin

Não sei o porquê, mas grandes coisas aconteceram nas minhas idades com o número 5. 
Sim, tudo começou aos 5, quer dizer, um pouco antes. Dos 4 para os 5 algo estava diferente. 
Era uma vez a Michelinha do cabelo comprido, meio liso e meio encaracolado que tinha que ir à escola.
Não queria, minha casa era tão legal...lá eu podia ver os vizinhos italianos brigando ou a vizinha carnavalesca experimentando sua fantasia linda e cheia de brilhos. Podia brincar na rua (mas atenção, estava proibida de atravessar a rua, isso eu só poderia fazer aos 8 anos). Podia tomar groselha com leite quando bem entendesse. Podia subir na árvore de amora e comer direto do pé, sem lavar. Podia brigar com o meu irmão, morder meu próprio braço e falar pra minha mãe que tinha sido ele. Podia deixar meu lado hippie falar mais alto. Podia brincar e só brincar.


Aos 4 (quase 5), hipponga e feliz.


Mas não...nãaao. Aos 5 veio o primeiro peso de responsabilidade. Lembro até hoje da blusinha branca com manga bufante, saia jeans, meia soquete, bamba branco e bolsinha roxa de lado. Look do dia para o primeiro dia. Tudo bem que teria responsabilidade, mas tinha que ser dentro da moda, ok?

Cheguei naquele lugar que parecia gigante e naquela sala com 7 alunos, uma multidão para a pequena Michelinha.
Parei, olhei e chorei.
Simmm, eu chorei.
Não queria aquela coisa, não queria gostar daquela vida nova, não queria mudar tudo o que já tinha. - Ai que saco, devo ter pensado.
Mas obediente que sou, engoli o choro e fui.

A primeira semana foi difícil.
Uma menina que era a líder da galera me odiava e sabem o que ela faziaaa?? Abaixava a minha saia na frente dos meninos. E eu: buáaaa. Tadinha de mim, muita dó.
Na segunda semana minha expectativa já era outra. Minha mãe falou que ia mudar para o meu prédio uma menina da mesma idade. Fiquei tão feliz e curiosa que nem ligava mais para as provocações da feiosa.
Na terceira semana meu mundo caiu, a monstra que me zoava na escola mudou para o meu prédio.


- NÃAAAO, eu não acredito mãe...por que isso tem que acontecer comigo? Buáaaaaa....

Ahhh como eu chorei. Não entendia a injustiça da vida. Estava cansada de brincar com o meu irmão, já minha irmã que era mais velha só queria namorar.
A primeira menina do meu prédio tinha que ser ela? Não entendia aquilo.

Mas minha mãe não quis saber, me pegou pela mão e dim-dom:

 - Olá querida, tudo bem? Essa é a Michele, minha filha, sei que já se conhecem da escola e ela vai ficar aqui na sua casa até se tornarem amigas. Dá beijo Russinha (sim, minha mãe me chama assim, não me pergunte o motivo), tchau.

Ficamos olhando para a cara da outra. Cri cri cri.
Descobri que ela morria de medo da minha mãe e acho que foi por isso que resolveu que seria melhor ser minha amiga.

Na sexta semana eu já dominava o Pré.  - E ai, man...qualé Cirilo?!
Estava toda engendrada na galera, toda me achando.

Christine Roussey

E ai chegou abril e com ele a esperança de ser mais adulta. Tchau 4, venha 5 anos. CINCO...uma mão cheia de dedos. Um tapa na cara. Um tchau. Um péra ai. Um aceno. CINCO.

Lembro que o dia estava lindo. Lembro de pedir para a minha mãe passar a jardineira jeans e fazer um laço bem lindo. Lembro que caminhei pelas ruas da Pompéia me achando o máximo. Eu que de nada lembro, lembro disso tudo.

Cheguei feliz da vida na escola, esperei o “parabéns Mi” de cada amiguinho, mas nada. Da monstra que não era mais monstra, e nada. Da professora, e nada. Da tia da merenda, e nadica de nada. Loser, forever alone!!!
A manhã passou e quase na hora de ir embora, o menino mais lindo que já vi aos cinco anos, entrou com um bolo na mão: “parabéns pra você, nessa data querida...é hora é hora rá tim bum...”, e a classe numa empolgação sem fim cantou o “Parabéns” mais emocionante da minha vida.

Ali Pie

De repente as lágrimas não cabiam mais nos meus olhos, minha alma não conseguia segurar toda aquela emoção e meu corpo fez elas saírem. Uma a uma, escorriam dos meus olhos, passeavam pelas bochechas e caiam no chão. Outras vinham para a boca, bem salgadinhas. Era capaz até de ouvir uma musiquinha bem fofa de fundo, mas de repente parece que o disco riscou...o “menino mais lindo” olhou bem pra mim e falou:

  - Ahhhh olha só, ela tá chorando. Lá lá lá Michele chorona!

Nunca senti tanta vergonha na vida. Que ódio!
Mas o dia passou e eu já tinha CINCO ANOS. E mais, tinha chegado o final de semana, ficaria sem ver a galera por 2 dias. Sabem o que são 2 dias para uma criança? Uma nano eternidade. Eles iam esquecer o meu descontrole.

Além disso quando cheguei em casa tinha a roupa mais linda em cima da cama com uma boneca que nunca mais esqueci, a "Stéfanne". Também tinha x-salada, batata frita e bolo de suspiro com sorvete. Tá bom ou quer mais?

Queroo maiss!!

Então tem mais, chegou o domingo e com ele a estreia da principal peça de teatro do meu pai até aquele momento. 
Por meses ele escreveu, montou cenário, ensaiou loucamente.
O teatro estava lotado, todas as cadeiras preenchidas, aquele burburinho e a cortina vermelha gigante e imponente.

ABREM-SE AS CORTINAS e começam as sensações: risadas, emoção, susto, ansiedade, mais risadas e palmas, muitas palmas no final. Foi quando ele, o escritor e ator principal, disse em alto e bom som:

 - Hoje a menina que mais amo está aqui, fazendo 5 anos. Michele, filha, levanta e receba as palmas do público.

De novo lá estava eu, emocionada e sentindo o coração sair do peito, mas não...ele continuou e o que saiu foi um balde de lágrimas dos meus olhos.
Travei de timidez, mas senti toda a parte daquela pequena vida ser preenchida por um amor que não se descreve com palavras. Me sentia acolhida, querida, necessária na vida das pessoas.

Aos 5 anos travei pela primeira vez, porque ali descobri que se sentir amada é bom. Dá medo, trimilique, arrepio e as vezes até vontade de chorar, mas é tão maravilhoso que nada supera essa sensação.

"O amor nunca precisa mudar quem você realmente é." Dale Keys


sábado, 5 de outubro de 2013

Stupid Girl! :)

PARA OUVIR O POST ENQUANTO LÊ A MÚSICA:

E lá vamos nós para mais uma daquelas situações "paraládenormais". São situações bizarras que parecem ter saído do roteiro de um escritor que estava bem maluco!


A questão, minha gente, é que andar na rua produz material para enriquecer a vida da gente...FATO!

Esses dias sai de casa me sentindo poderosa, sabem? Sei lá, sai confiante, feliz, com vontade até de abraçar o porteiro, a vizinha, a tiazinha costureira, todo mundo.
Era uma sexta linda de céu azul, sol da primavera e flor no chão. Tinha uma brisa soprando e dando um efeito Beyoncé no meu cabelo.




Pisei na faixa de pedestres para atravessar e um carro da polícia federal estava parado, meio que estacionado. Ai ficou aquela situação meio boba: vou - não vou - vou – não vou....olhei pro puliça motorista que fez um gesto do tipo “vai” e quando fui, o puliça federá bonitão que estava no banco do passageiro, num tom seco e direto, falou:

- SENHORA OU SENHORITA?
Assustada e meio sem entender bem, respondi: 

- Senhorita!


- MORADORA DA REGIÃO?

- Sim, moradora. 
(e ai lascou, porque quem me conhece sabe que a pessoa mais encanada com movimentos estranhos na rua SÔI DJÓ. Logo pensei: tem gangue no pedaço, preciso de um spray de pimenta).

- NOME?

- Michele!

O tom de voz mais grosso que já ouvi: 
- QUANDO PERGUNTO UM NOME, QUERO COMPLETO.

- Michele Merlucci, senhor! 
(brincadeira, não falei o "senhor", mas quaaaase)

- NÃO ENTENDI NADA, SOLETRA AI SEU SOBRENOME.

E eu, quase chorando: 
- M-E-R-L-U-C-C-I: Emê, E, Érrê, Élê, Ú de uva, Cê, Cê, Í de igreja. Mas moço, por que?

- PORQUE VOCÊ É LINDA, HEHEHE.

- Ah tá, brigada. 
E lá fui eu, cabeça baixa e muita vergonha na cara. 
Pela minha visão periférica vi que ele e o motorista estavam se rachando de rir. Acho até que dei uma trupicadinha ao atravessar, mas tudo bem vai. Nem olhei para trás e fiquei mega tensa de receber uma nova solicitação de amizade no "feicibuki". 
Não parece, eu sei que não, mas sou muito tímida nessas situações. 




Não, eu não sou linda...tenho o meu charme, mas não é essa coisa de louco não. De qualquer forma acredito muito na mensagem que passamos para as pessoas, naquela coisa que vem de dentro.

Talvez a mensagem emitida por mim seja: 
- pode me zoar que sou tonta.
Ou então: 
- sim, sou feliz no pouco, no muito e em qualquer situação.
Ou talvez seja só o momento mesmo e todo aquele papo de me sentir num clipe, meio Beyoncé, meio uh la la la.

Mas sério gente, sei bem o que está dentro de mim, mesmo errando toda hora só queria fazer um lugar melhor pra gente viver, sabe? 
Queria poder fechar os olhos e confiar no que falamos uns para os outros. Tem uma tristeza dentro de mim ao ver tanta injustiça, e do meu jeito tento lutar contra a falta de educação ou contra a insegurança das pessoas que nos magoam tanto.
Dentro de mim existe aquilo que chamamos de vontade louca de viver, de amar, de realizar uma coisa bem legal para os que amo de perto, os de longe e os que nem conheço.
Também existe aquela coisa de querer viver o resto dos dias viajando pelo mundo, com um amor daqueles de verdade, cheio de paz, risada, fotos lindas e sendo patrocinados por um programa de tv...hahaha...duvido que você também não queira isso.

Acho que o que vale no final é emitir uma mensagem, seja qual for, que seja autêntica, boa e que produza algo para você e para quem está ao redor.
O policial gato fez toda aquela cena e por causa da mensagem que emiti estou aqui escrevendo e você está ai lendo. S2 por isso.

Mas de tudo tudo tudooo, o que eu mais quero que exista dentro de mim, que seja visível e que atraia as pessoas é a presença genuína de Deus. Aiiii sim serei feliz de verdade, mesmo que alguns me achem estúpida..., tá valenu!
 
Com amor para você que me lê.
Michele Merlucci (Emê-E-Érrê-Élê-Ú de uva-Cê-Cê-í).



domingo, 15 de setembro de 2013

A gente!



Ahhhh eu sou apaixonada por gente.

Gente erra, gente mente, gente engana, gente machuca, gente suja, gente chuta, gente trai, gente rouba, gente mata, gente não tá nem ai.



Mas pôxa, gente emociona, gente ama, gente pega, gente beija, gente sorri, gente realiza, gente constrói, gente escreve, gente canta, gente pinta, gente dança, gente abraça, gente faz gente, gente transforma o mundo.

Não perco minha fé em gente, não posso me dar esse desprazer. 
Tem tanto amor dentro de mim que se não houver gente para compartilhar é melhor que nem exista.



Esses dias presenciei cenas tristes, gente enganando gente. Mas daí pensei: e se essa for uma oportunidade da gente enganada mudar de vida? Às vezes a gente só se liga assim.

Tá na hora de aprender com gente boa e gente ruim, sabe.
Tá na hora da gente se juntar e mudar aquilo que a gente tanto reclama.
Tá na hora de aceitar gente diferente.
Tá na hora de ser mais gente.

Gente, vamô?


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Alguns dias depois de ontem.


Volteiiiiiiiiiii! Estava cansada, com os nervos à flor da pele e não conseguia escrever. Mas agora ‘vim que vim que vim com tudo’.

Tive 10 maravilhosos dias ao lado da família no centro desse Brasil, sol, sombra, água fresca e muita alegria. Mas voltei e o vôo da volta foi bem tenso. Uma ventania daquelas e que tem tudo a ver com esse post...

Há alguns meses eu tinha reuniões mensais no Riouuu de Janeirouuu. E que maravilha que é ter trabalho no Rio. Quer dizer, para mim seria uma maravilha morar por lá, mas se Deus me quis em SP: tu-do-bem!

A última reunião foi em março, minha cliente marcou numa segunda e eu que não sou boba nem nada, embarquei na sexta mesmo.

Tive um final de semana MARAVIJOSOOOO com meus queridos Renato e Tati.


O Rê é meu amigo há mileum anos. É daqueles amigos irmãos da vida inteira. E a Tati é a linda esposa que se tornou minha amigona, parça, truta forever.

Não ficamos um segundo no apê delicia deles na Barra, pois reviramos todos os cantos daquela cidade - do Leblon à Sapucaí - e o final de semana “pareceu” uma semana.

D-E-L-I-C-I-O-N-E!!


A Tati, o Rê, eu e o mousse mais delícia de todos os tempos.

Tipo Vegas, baby.

Meninos do Rio.


Olha o Mateeeee!

Sim, é a Mangueira!

Já quero aproveitar e postar dica boa aqui.

Todo mundo falava: Mi, você tem que conhecer o La Bicyclette...é a sua cara!

E isso começou a aguçar minha amiga curioside, porque sei bem que os “lugares de café” no Rio são o must, então fiquei louuuuuuuca para conhecer esse.

Sendo assim, los três amigos, chegaram à essa 8ª maravilha do mundo.

É caro? É caro!

Mas é bom? É muitooooo bom, minha gente!

Claro que faz bem sair de casa com um suco ou biscoitinho na barriga, porque não se engane: você enfrentará fila. Mas é uma fila até que ok, porque o lugar tem assunto: fica na frente da Globo no Jardim Botânico (que não é a Globo glamour, mas tudo bem), tem um monte de gente legal com roupas pra gente imitar (ou falar mal, hehehe), gringaiada descolada e o charme nos detalhes da decoração.

Com o olho maior do que a barriga pedi um croque monsieur, um pain au chocolat, pão disso, pão daquilo, aquilo outro e quase tive um treco de tanto comer, mas agora tenho propriedade para falar que VALE A PENA, é delícia é gostoso, vai que vai que vai com tudo!

http://www.labicyclette.com.br/ 



O puro charme


Uma parte da gostosura.


A outra parte..nham!


Tudo charmoso.


Depois do banquete o final de semana continuou feliz, mas acabou e a segunda-feira chegou.

Totalmente embriagada pelos embalos da beleza carioca, combinei com a minha amiga Ba (e parceira no atendimento desse cliente) de almoçar num lugar bem gostoso antes da reunião.
 

Outra dica: Manekineko! Ô japorongo bom da gota!

Conheci esse restaurante no ano passado, quando uma super querida amiga, a Gi, me levou.

É um japa caro?

Sim, é caro!

Mas vem tudo que é digno num rodízio e de uma qualidade absurda. Vale a pena, gente!


http://www.manekineko.com.br

Bom, eu e a Ba comemos até quando já não cabia mais nada no estômago. E assim nos dirigimos à reunião, que por sinal foi OTEEEEMA. Daquelas reuniões que todo mundo se entende, compreende e ajuda. Acabou tão rápido que nem acreditamos que ainda era dia.

Olhei bem pra Ba e falei:
- Que tal se a gente for pra praia tomar uma água de coco e ver o por do sol?
E ela:
- Agooooooooooooooora!

E lá fomos nós, felizes da vida, lá lá lá lá.

Chegamos na Praia da Barra, na barraca do wake, no point dos cariocas mais descolados no esporte.
 

(eu peço) - Moço, duas águas de coco suuuuuuuuper geladas, por favor?
 
(moço da barraca responde) - Tem água de coco não!
 

(eu pergunto inconformada) - Nãooo? Então, sei lá...o que tem?
 

(moço da barraca continua respondendo normalmente)  - Tem refrigerante e brownie.

WHAT?? Porque cargas d’água paramos no único quiosque do Rio de Janeiro que não vende água de coco, apenas refrigerante e brownie?

 - Tá moço, então 1 brownie e 2 águas, peço resignada.

O dia foi lindo e eu tinha certeza que veria O PÔR do sol. Mas nada de sol e sim um céu muito louco, lindo e diferente. Uns formatos de nuvem que nunca vi. Um céu que parecia pintado.

Peguei meu telefone e comecei: clique, clique, clique...olha Ba q foto linda....clique clique.



Olha a Bá e olha a "vesgada"forte que eu dei.

O céu lindo.

Só eu não percebi....
Daí a Ba me chama e fala meio que sussurrando:
- Mi, tá vendo os caras do wake? Estão todos olhando pra gente.


- Ai credo, que tarados meu. Vamos pagar e vamos embora?


- Olha lá, eles olham pra gente e cochicham.


- Caramba BA, não acreditooo! Vou só tirar mais umas fotos e vamos embora, meu.


No meio da conversa chega um dos cariocas:
(carioca) - Ai, tu tá vendo a tempextade se formandu? Ceix num vão embora não?

 (nós) - Tempestade? Mas o céu tá tão lindo...tem certeza?

(carioca) – Ae, olha pra lá. Maix ae, anota meu e-mail e passa essaix fotox ae depoix...valeu.

Quando eu e Bá olhamos para o outro lado, vimos todos os pássaros do mundo fugindo do céu mais preto que já vimos na vida. Era simplesmente a cena “ao vivo” do filme “O Dia Depois de Amanhã”.

Falei: lascou Bá!


Talvez você não perceba, mas todos os pontos pretos no céu são pássaros fujões!
E tentei encontrar meu celular na bolsa (que estava na minha mão). Chamei o táxi, depois de 20 minutos de pânico a menina da empresa fala:

 - Senhora Micheleeeem? Olha, o táxi da senhoram pegou outro passageiro na rua, vai demorar unxx quarente minutoxx. Vai aguadar?

 - O que? Claro que não, moça. Estou vendo o mundo acabar ao vivo, mas gostaria de estar no táxi rumo a um lugar seguro.

 - Ok, então a senhora não expera?

 Manu-du-céu, que parte ela não entendeu?

Só sei que olhei bem pra Bá e falei: amiga, é agora ou nunca! Temos que achar um táxi para salvar nossas vidas. Bóra!

O vento ficava mais e mais forte.

Os pássaros já haviam fugido.

O mar ficou num azul lindo, mas de assustar.

Ahhh e aquela nuvem linda no céu só se forma quando tem um fenômeno desses....

Foi quando a primeira gota caiu....tuc.




E foi quando senti vontade de chorar, mas GRAÇAS A DEUS, apareceu um táxi que nos levou na mais completa segurança.

Depois tivemos notícias de que foi uma chuva forte, tensa, mas o mundo não acabou.

Ou seja, se você lê esse post é porque está tudo bem, os pássaros voltaram para suas casas e nós também.

A lição? Cuidado quando você para e fica fotografando o céu achando que está abafando e não esqueça: olhe o passarinhooo!

quarta-feira, 6 de março de 2013

A citronela reflexiva!


O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou.
Ec 3:15



Tempos de trabalho intenso, gente!
Sabe quando tudo entra em colapso? Então....

Mas isso faz refletir e lembrei-me de quando era pequena e ia para o Sertão de Boissucanga. 
Era mato que não acabava mais e era luz que acabava às 22h. Para chegar à casa na Beiro Rio enfrentávamos estrada de terra com alguns rios no meio.

Lembro que a Weimaraner da amiga da minha mãe sempre me empurrava do colchãozinho quando todos dormiam, aquela safada!
Mas o mais trash mesmo era os borrachudos. Eles não tinham piedade, pois atacavam a carne fresca e suculenta dos meros mortais. A única solução para aplacar um pouco era acender velas de citronela pela casa. Mesmo assim, eles nos trucidavam e no corpo levávamos as lembranças de um final de semana no sertão da praia.

Acabei de sentir o cheirinho da citronela e sabe do que lembrei?

Borrachudos?

( x ) NÃOOOOOOO!

Lembrei da minha infância, gen-te!
Lembrei da felicidade que sentia ao estar com a minha família e amigos num dos litorais mais lindos do mundo.
Lembrei que antes a praia era bem cuidada e respeitada.
Lembrei que os rios eram cheios de água e os climas correspondiam às estações: calor no verão, tempinho mais ameno no outono, frio ducaramba no inverno e a beleza das flores anunciando a primavera.
Lembrei que não precisava fotografar o mar para mostrar que ia à praia.
Lembrei que minha mãe fazia cheese salada com batata frita para comemorar aniversário.
Lembrei que era tudo tão simples...



Lembrar de tudo isso foi lindo, porque pude perceber que a gente tem que viver o presente e PRONTOACABOU! Passado não volta, futuro não aconteceu.
Amanhã vou lembrar de hoje e qual a lembrança que terei se não viver bem vivido, não é mesmo?

Tem um monte de treta no momento atual da minha vida, mas tu-do-bem, porque no meio disso tem tanta coisa legal também.

E se não fosse assim, não estava escrito:

Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar.
Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim.
Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida.
Eclesiastes 3:10-12

Hoje estou assim, toda trabalhada na reflexão. Que seja bom para você, assim como tem sido para mim.

Amanhã posto uma historinha daquelas engraçadas e verdadeiras, já que as Michelices não param um minuto, ô loco!

Um beijo meu.
Mi