quinta-feira, 27 de junho de 2013

Alguns dias depois de ontem.


Volteiiiiiiiiiii! Estava cansada, com os nervos à flor da pele e não conseguia escrever. Mas agora ‘vim que vim que vim com tudo’.

Tive 10 maravilhosos dias ao lado da família no centro desse Brasil, sol, sombra, água fresca e muita alegria. Mas voltei e o vôo da volta foi bem tenso. Uma ventania daquelas e que tem tudo a ver com esse post...

Há alguns meses eu tinha reuniões mensais no Riouuu de Janeirouuu. E que maravilha que é ter trabalho no Rio. Quer dizer, para mim seria uma maravilha morar por lá, mas se Deus me quis em SP: tu-do-bem!

A última reunião foi em março, minha cliente marcou numa segunda e eu que não sou boba nem nada, embarquei na sexta mesmo.

Tive um final de semana MARAVIJOSOOOO com meus queridos Renato e Tati.


O Rê é meu amigo há mileum anos. É daqueles amigos irmãos da vida inteira. E a Tati é a linda esposa que se tornou minha amigona, parça, truta forever.

Não ficamos um segundo no apê delicia deles na Barra, pois reviramos todos os cantos daquela cidade - do Leblon à Sapucaí - e o final de semana “pareceu” uma semana.

D-E-L-I-C-I-O-N-E!!


A Tati, o Rê, eu e o mousse mais delícia de todos os tempos.

Tipo Vegas, baby.

Meninos do Rio.


Olha o Mateeeee!

Sim, é a Mangueira!

Já quero aproveitar e postar dica boa aqui.

Todo mundo falava: Mi, você tem que conhecer o La Bicyclette...é a sua cara!

E isso começou a aguçar minha amiga curioside, porque sei bem que os “lugares de café” no Rio são o must, então fiquei louuuuuuuca para conhecer esse.

Sendo assim, los três amigos, chegaram à essa 8ª maravilha do mundo.

É caro? É caro!

Mas é bom? É muitooooo bom, minha gente!

Claro que faz bem sair de casa com um suco ou biscoitinho na barriga, porque não se engane: você enfrentará fila. Mas é uma fila até que ok, porque o lugar tem assunto: fica na frente da Globo no Jardim Botânico (que não é a Globo glamour, mas tudo bem), tem um monte de gente legal com roupas pra gente imitar (ou falar mal, hehehe), gringaiada descolada e o charme nos detalhes da decoração.

Com o olho maior do que a barriga pedi um croque monsieur, um pain au chocolat, pão disso, pão daquilo, aquilo outro e quase tive um treco de tanto comer, mas agora tenho propriedade para falar que VALE A PENA, é delícia é gostoso, vai que vai que vai com tudo!

http://www.labicyclette.com.br/ 



O puro charme


Uma parte da gostosura.


A outra parte..nham!


Tudo charmoso.


Depois do banquete o final de semana continuou feliz, mas acabou e a segunda-feira chegou.

Totalmente embriagada pelos embalos da beleza carioca, combinei com a minha amiga Ba (e parceira no atendimento desse cliente) de almoçar num lugar bem gostoso antes da reunião.
 

Outra dica: Manekineko! Ô japorongo bom da gota!

Conheci esse restaurante no ano passado, quando uma super querida amiga, a Gi, me levou.

É um japa caro?

Sim, é caro!

Mas vem tudo que é digno num rodízio e de uma qualidade absurda. Vale a pena, gente!


http://www.manekineko.com.br

Bom, eu e a Ba comemos até quando já não cabia mais nada no estômago. E assim nos dirigimos à reunião, que por sinal foi OTEEEEMA. Daquelas reuniões que todo mundo se entende, compreende e ajuda. Acabou tão rápido que nem acreditamos que ainda era dia.

Olhei bem pra Ba e falei:
- Que tal se a gente for pra praia tomar uma água de coco e ver o por do sol?
E ela:
- Agooooooooooooooora!

E lá fomos nós, felizes da vida, lá lá lá lá.

Chegamos na Praia da Barra, na barraca do wake, no point dos cariocas mais descolados no esporte.
 

(eu peço) - Moço, duas águas de coco suuuuuuuuper geladas, por favor?
 
(moço da barraca responde) - Tem água de coco não!
 

(eu pergunto inconformada) - Nãooo? Então, sei lá...o que tem?
 

(moço da barraca continua respondendo normalmente)  - Tem refrigerante e brownie.

WHAT?? Porque cargas d’água paramos no único quiosque do Rio de Janeiro que não vende água de coco, apenas refrigerante e brownie?

 - Tá moço, então 1 brownie e 2 águas, peço resignada.

O dia foi lindo e eu tinha certeza que veria O PÔR do sol. Mas nada de sol e sim um céu muito louco, lindo e diferente. Uns formatos de nuvem que nunca vi. Um céu que parecia pintado.

Peguei meu telefone e comecei: clique, clique, clique...olha Ba q foto linda....clique clique.



Olha a Bá e olha a "vesgada"forte que eu dei.

O céu lindo.

Só eu não percebi....
Daí a Ba me chama e fala meio que sussurrando:
- Mi, tá vendo os caras do wake? Estão todos olhando pra gente.


- Ai credo, que tarados meu. Vamos pagar e vamos embora?


- Olha lá, eles olham pra gente e cochicham.


- Caramba BA, não acreditooo! Vou só tirar mais umas fotos e vamos embora, meu.


No meio da conversa chega um dos cariocas:
(carioca) - Ai, tu tá vendo a tempextade se formandu? Ceix num vão embora não?

 (nós) - Tempestade? Mas o céu tá tão lindo...tem certeza?

(carioca) – Ae, olha pra lá. Maix ae, anota meu e-mail e passa essaix fotox ae depoix...valeu.

Quando eu e Bá olhamos para o outro lado, vimos todos os pássaros do mundo fugindo do céu mais preto que já vimos na vida. Era simplesmente a cena “ao vivo” do filme “O Dia Depois de Amanhã”.

Falei: lascou Bá!


Talvez você não perceba, mas todos os pontos pretos no céu são pássaros fujões!
E tentei encontrar meu celular na bolsa (que estava na minha mão). Chamei o táxi, depois de 20 minutos de pânico a menina da empresa fala:

 - Senhora Micheleeeem? Olha, o táxi da senhoram pegou outro passageiro na rua, vai demorar unxx quarente minutoxx. Vai aguadar?

 - O que? Claro que não, moça. Estou vendo o mundo acabar ao vivo, mas gostaria de estar no táxi rumo a um lugar seguro.

 - Ok, então a senhora não expera?

 Manu-du-céu, que parte ela não entendeu?

Só sei que olhei bem pra Bá e falei: amiga, é agora ou nunca! Temos que achar um táxi para salvar nossas vidas. Bóra!

O vento ficava mais e mais forte.

Os pássaros já haviam fugido.

O mar ficou num azul lindo, mas de assustar.

Ahhh e aquela nuvem linda no céu só se forma quando tem um fenômeno desses....

Foi quando a primeira gota caiu....tuc.




E foi quando senti vontade de chorar, mas GRAÇAS A DEUS, apareceu um táxi que nos levou na mais completa segurança.

Depois tivemos notícias de que foi uma chuva forte, tensa, mas o mundo não acabou.

Ou seja, se você lê esse post é porque está tudo bem, os pássaros voltaram para suas casas e nós também.

A lição? Cuidado quando você para e fica fotografando o céu achando que está abafando e não esqueça: olhe o passarinhooo!

quarta-feira, 6 de março de 2013

A citronela reflexiva!


O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou.
Ec 3:15



Tempos de trabalho intenso, gente!
Sabe quando tudo entra em colapso? Então....

Mas isso faz refletir e lembrei-me de quando era pequena e ia para o Sertão de Boissucanga. 
Era mato que não acabava mais e era luz que acabava às 22h. Para chegar à casa na Beiro Rio enfrentávamos estrada de terra com alguns rios no meio.

Lembro que a Weimaraner da amiga da minha mãe sempre me empurrava do colchãozinho quando todos dormiam, aquela safada!
Mas o mais trash mesmo era os borrachudos. Eles não tinham piedade, pois atacavam a carne fresca e suculenta dos meros mortais. A única solução para aplacar um pouco era acender velas de citronela pela casa. Mesmo assim, eles nos trucidavam e no corpo levávamos as lembranças de um final de semana no sertão da praia.

Acabei de sentir o cheirinho da citronela e sabe do que lembrei?

Borrachudos?

( x ) NÃOOOOOOO!

Lembrei da minha infância, gen-te!
Lembrei da felicidade que sentia ao estar com a minha família e amigos num dos litorais mais lindos do mundo.
Lembrei que antes a praia era bem cuidada e respeitada.
Lembrei que os rios eram cheios de água e os climas correspondiam às estações: calor no verão, tempinho mais ameno no outono, frio ducaramba no inverno e a beleza das flores anunciando a primavera.
Lembrei que não precisava fotografar o mar para mostrar que ia à praia.
Lembrei que minha mãe fazia cheese salada com batata frita para comemorar aniversário.
Lembrei que era tudo tão simples...



Lembrar de tudo isso foi lindo, porque pude perceber que a gente tem que viver o presente e PRONTOACABOU! Passado não volta, futuro não aconteceu.
Amanhã vou lembrar de hoje e qual a lembrança que terei se não viver bem vivido, não é mesmo?

Tem um monte de treta no momento atual da minha vida, mas tu-do-bem, porque no meio disso tem tanta coisa legal também.

E se não fosse assim, não estava escrito:

Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar.
Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim.
Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida.
Eclesiastes 3:10-12

Hoje estou assim, toda trabalhada na reflexão. Que seja bom para você, assim como tem sido para mim.

Amanhã posto uma historinha daquelas engraçadas e verdadeiras, já que as Michelices não param um minuto, ô loco!

Um beijo meu.
Mi

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

The walking dead!


Ótima pauta para um retorno ao blog, genteee! Afinal depois dessa longa pausa, tinha que ter assunto bom pra gente morrer de rir.
Mas sério, tem coisa que só acontece aqui. Na real acho que também acontece ai, mas vocês não me contam...falem a verdade?!

Os jornais contaram o baphooo que foi a chuva de ontem em São Paulo, né?
Caiu aquela tempestade com trovões que até pareciam tiro, daí pronto, meia hora e a cidade fica um caos. Os lugares completamente alagados. Rico, pobre, cachorro e até passarinho foi prejudicado.


A agência fica no Itaim e não tinha condições de sair com carro naquele caos. 
Eram 20h e caia uma chuvinha leve, então peguei minha sombrinha e falei: “tchau genteee, vou andar um pouco e depois pego um ônibus ou táxi...tchau.” E sai, toda serelepe pelas ruas enlouquecidas de buzinas dos carros estressados. Foi quando a chuvinha leve se tornou um pouco pesada e, como não podia deixar de ser, calçava uma alpargata que ficou en-so-pa-da. Mas continuei e quando me dei conta tinha atravessado toda a Av. Faria Lima (saindo da Juscelino Kubitschek) e lá estava eu na Pedroso de Moraes e depois na Diógenes e depois...depois...depois, cheguei em casa no Alto da Lapa!!!! 


Caracaaaa, andei 8 km e estava quase colocando os “bofe” pra fora. Atravessei árvores estateladas no chão, ouvi gente xingando a vida, vi cenas de filme quando o mundo está pra acabar e fiquei sem dignidade nenhuma: alpargata ensopada, cabelo arrepiado, pele suada, bolha no pé e olhar vazio.
Foi quando vislumbrei meu prédio e um milésimo de felicidade percorreu todo o meu ser, sim...um milésimo, pois chegando cada mais perto foi possível ver QUE NÃO TINHA LUZ NO QUARTEIRÃO IN-TEI-RO! E só para constar, moro no 13º andar, que só para constar de novo: é o último de todo aquele prédio!

Michele: - Oi Zé, há quanto tempo não temos luz?
Zé – Ihhhh, desde às 17h...agora já são 22h e não tem previsão não. Acho melhor encarar a escada mesmo.

Arrasada, resgatei as últimas forças e fiz o step forçado.
1, 2, 3, 4 pra ficar maneiro joga o clima lá no altoooo! 
Não gente, continua contando: 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 quase morrendo, 12 e 13 cheeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeia de felicidade!

Abri o apto e fui jogando tudo pela sala: blusa, alpargata, guarda-chuva, bolsa, etc. Eu só queria uma copo d’água peloamordeDeus
Chego na cozinha e vejo a cena:

 - Galão de água lacrado na pia
 - Suporte ao lado
 - Garrafa que estava na geladeira vazia

E lembrei do pensamento naquela manhã: “- Ah to fora de virar galão agora, à noite faço isso!”

Unhe unhe nhéeeee....me lasquei! Mas o meu lado guerreira abriu e virou aquele galão em questão de segundos. Se fosse a prova do líder do BBB teria levado o carro e seria a rainha do Bial.

Outra prova do líder: ducha gelada limpando todo o corpinho. Venci bravamente!

Mas a última prova foi pior: ficar sem meu wifi naquela noite, já que o meu 3G não pegava de jeito maneira!
Foi quando depois de TUDO ISSO, sentei e uma lágrima correu pelo meu rosto. Andar, tomar chuva, subir 13 andares, banho gelado...tudo bem...mas ficar sem internet é tristeza demais!

Depois de horas ouvi um estouro e HOUVE LUZ! Abri na janela e gritei como uma maloqueira:  -vaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiPalmeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiras!
Pulei, gritei, fiz a dancinha da alegria e cansei tanto que dormi. Ou seja, pra que tanta festa?

Esse é meu mundo, essa é a minha missão: viver o improvável e dar risada com você!

Um beijo meu.
Mi

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Ano que começa bem, rola bem!

AMO ano que começa. Parece que os problemas acabaram naquele que foi embora e que tudo vai dar certo agora. Minha fé e esperança se renovam, deleto tudo o que não presta e só deixo aquilo que dá brilho na vida.
Por isso, minha gente linda: vamos viver 2013 de ponta a ponta da forma mais linda e prontos para colher as maiores bençãos da face dessa Terra!

Tive um réveillon MARAVIJOSO, com gente da melhor qualidade e que amo demais! Antes disso, tive um Natal cheio de amor...afinal em casa que tem criança, cachorro e piscina não falta diversão e amor, né?

E no meio da empolgação dos happy holidays, lembrei de um réveillon com altaaaaas emoções. Daí pensei: “para tuuuuudo, tenho que contar isso pá galerê”.

2007 para 2008. Sol, verão, praia e areia carioca a todo vapor.
Sabem quando paulista até morde os “beiço” rumo ao Rio?
Parece que não cabe mais felicidade dentro das pessoas, né? Confesso que estávamos até meio farofeiros, afinal éramos 11 pessoas loucas para viver cada pedaço das férias.


O calor naquele verão estava praticamente no nível Deserto do Saara, sensação térmica de 58º na areia.
E eu já comecei errando....quis alargar uma calça jeans nova e fiz a viagem SP-RIO de carro com a bendita calça. Quase morri “enfornada” e a bendita não alargou, aff!
Depois daquela viagem “justa, muito justa, justíssima”, chegamos à casa que havíamos alugado em Niterói. Foi então que percebemos que alguns teriam que dormir na cozinha, afinal não havia espaço.
Pensamos: ah, tudo bem...é festa, é verão, alalaô alaô ô ô!

Sério gente, já na primeira noite constatamos que: ou era calor absurdo ou pernilongo picando a geral. Por isso meu lema sempre será: pernilongo bom é pernilongo morto!

No dia seguinte, com os olhos enrugados de sono e pingando de calor, vimos que o chuveiro sobrecarregava a energia da casa. Foi então que os meninos fizeram um “gato” no lindo gramado que ficava no quintal. Coisa fácil e bem útil, vou até deixar a receitinha: “Improvisando uma ducha”.

Você vai precisar de:
 - 1 vassoura
 - 1 mangueira
 - 1 torneira que tenha água
 - 1 galão de 5 litros vazio
Pegue a vassoura e a use como suporte para a mangueira. Amarre a mangueira dentro do galão que deve conter pequenos furos em sua base. Não esqueça de conectar a mangueira na torneira com água e voilá: está pronta a sua ducha comunitária.

Sim minha gente, isso foi feito e as 11 pessoas usavam aquela ducha.
À noite, concorríamos com os pernilongos...mas tudo bem, afinal só queríamos aproveitar o verão, alalaô alaô ô ô!

Ao chegar à praia, percebemos que era impossível deitar na areia ou permanecer sem guarda-sol. Após longos anos de praia alguns sabiam, outros não. Sendo assim, nos tornamos uma pequena população dentro de 1m2 de areia, pois poucos resolveram investir em guarda-sol. Até o dia em que a população ficou desabrigada, pois o vento levou nosso teto. Uma baixaria em plena areia de Itaquatiara. Mas tudo beeeem, ainda queríamos curtir o verão, alalaô alaô ô ô!.


Naquele dia, encontramos nossa querida amiga Gigia.
Sabem aqueles ícones que marcam presença, tipo Narcisa que todo mundo conhece? Então gente, essa era a Gigia.
Acho que foi uma das mulheres mais inteligentes que conheci. Às vezes era tão tagarela que a gente tinha que pedir um tempo. Mas tinha um coração que cabia todo mundo.
A Gigia morreu há pouco tempo, foi um câncer. Que saudades.

Os pais dela moravam em Niterói, numa casa maravilhosa com vista para o Rio, ou melhor, para o Corcovado (babem babys, babys babem).
Ela morava em SP e os visitava nas temporadas.
Uma parte dos amigos ficou hospedada lá na Mansão e nós, a turma dos 11, ficamos na Maloca alugada mesmo (e pensar que também fomos convidados e não aceitamos achando que íamos atrapalhar, ela só queria nossa companhia).

Mas voltando ao que estava contando.
Nos encontramos na praia e ficamos no maior papo. Estavam ela e a Lili.
A Lili era uma vira-lata muito da serelepe, não respeitava a canga de ninguém...nem o milho, o sacolé, a cadeira, nada nada!
A cena mais engraçada era a Gigia andando no meio das pessoas procurando e chamando: Liliiii, oh Liliiiii...(mega sotaque cariouuuca).
Uma forma de amenizar a energia da cachorra era levá-la pra água. Acontece que o mar não estava pra banho, eram ondas gigantes que derrubavam a Gigia e a Lili de uma forma que até cambalhota elas davam. Mas a Gigia fingia que estava tudo bem e falava para o Rick:
 - Ae Rick, são 37 anox de Itaquatiara, tu tá me entendenu?
 

Depois desse dia cheio de diversão, voltamos acabados para a casa.
Tomamos nosso banho improvisado e arrumamos o colchão do Lucas na cozinha.
Cada um foi para o seu aposento, deitou a cabeça no travesseiro, usou sua mão para matar os pernilongos e começou a escutar um latido anormal.
Sério gente, aquilo não era cachorro normal. Era tipo um mutante que latia tentando falar. Sei imitar direitinho, pois nunca mais saiu da minha cabeça.
No dia seguinte descobrimos que éramos vizinhos de um hotelzinho para cães.
Confesso que nessa hora não dava mais para falar “tudo bem, só queremos o verão, alalaô alaô ô ô!”.

Depois de mais um dia de calor e certa irritação, decidimos que as circunstâncias não nos venceriam. Era véspera de réveillon, preparamos nossos quitutes, colocamos a roupinha branca de festa e fomos para a casa da Gigia.

O clube dos 11 desceu de seus carros e dim-dom. Assim que tocamos a campainha, 2 rottweilers gigantes que latiam loucamente vieram correndo dos fundos da casa.
De um lado do portão estávamos nós – arrumadinhos e com quitutes na mão.
Do outro lado estavam eles – loucos para abocanhar qualquer coisa viva.  
Na época, o Gabriel (filho da Hsu) tinha 8 anos. Um dos meninos (adulto e não criança) simulava que iria jogá-lo aos cachorros, que por sua vez ficavam mais doidos ainda. E todo mundo morria de rir.
Só que em meio à isso tudo, o portão começa a abrir. Sim, uma das meninas que estava dentro da casa não viu que a cachorrada estava solta e PÁH, abriu o portão.
Era nêgo correndo pra tudo que era lado. Uma tentou subir numa mini árvore de mini saia. Outra subiu num carro. O Gabriel ficou paralisado na frente dos cachorros. Outros gritavam subindo o morro, mas sem deixar a comida cair. Foi uma baixaria sem fim.
E os cachorros? Ah, os cachorros viram a situação e devem ter pensado “eu que não vou comer esse povo bobo não”. Entraram e deitaram como se nada tivesse acontecido.
Nós, a turma, entramos com o coração na boca. Logo deu meia noite e não comemos nada, a fome veio de madrugada e a primeira refeição do ano foi um belo Big Mac.

A viagem continuou acontecendo com momentos como esses, mas o final foi de matar. Arrumando as malas o cachorro mutante começou com seu show noturno e eis que uma pessoa do hotelzinho grita “Fica quieto, Lucas”.
Sim gente, o nome dele era Lucas. O Lucas, meu amigo, estava conosco e dormiu na cozinha a viagem toda. Ficou no ar a dúvida: seria o Lucas um Jorge Tadeu dos tempos modernos?

Ah, mas tudo bem, afinal só queremos o verão, alalaô alaô ô ô!



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A pior Michelice da vida!


O povo adora falar. Fala do que sabe e do que não sabe.
Agora a onda do momento é falar sobre o fim do mundo que rolaria hoje, 21/12/12. 
Ahhh deram até o horário: 11:11 da manhã. Ahãm...coloca o boi pra dormir, vai.

“Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem. 
Mateus 24:36-39

Esclarecida aqui a verdade sobre o gran finale e começando as brincadeiras também sobre isso, como deixar de postar a pior Michelice da minha vida?

Resolvi que era a hora de colocar uma boa pitada de risada na sua cara. Sim, na sua mesmo que está lendo o blog.
Por isso, vamos ao clássico dos clássicos de todas as piores Michelices que já aconteceram na face dessa Terra: o dia em que uma paixão surgiu por conta de uma frase mal colocada.
Calma gente, sei que lendo isso parece que não foi nada, mas essa frase teve conseqüências sérias no futuro do Litoral Norte de SP.


Eu e as amigas (as da vida inteira) alugávamos uma casinha no sertão de Boissucanga, num condomínio simples, porém onde vivemos alguns dos nossos melhores momentos.

Ohhh época boa da vida, sem muitas contas ou preocupações. Só queríamos saber de praia, praia, praia!
O condomínio tinha umas casinhas coloridas, meio Valparaiso no Chile, e uma galera muito gente boa.
Era uma alegria chegar na “casinha”.
Íamos de casa em casa para saber como tinha sido a semana da galera ou para comer um churrasquinho com os amigos ou para comprar biquínis das amigas ou para escutar uma musiquinha.
Mas não pensem que não tinha fiscalização não! O dono de tudo era o Seu Fernando.
Ele era um senhor “cobrador de impostos”, mas no caso cobrava os alugueis mesmo, afinal era o proprietário. E fazia isso sem dó, nem piedade. Só que na hora de fazer melhorias era sempre um parto. Dizia que éramos “pidonas”, que não estávamos satisfeitas com nada e ficava num mau humor absurdo.
Mesmo assim acabava fazendo tudo para “as meninas” (como nos chamava).

Agora PARALISA tudo e preste atenção nessa parte.

Já contei aqui da fase crente da minha vida, né? Só que bem nessa época estava passando por aquela coisa nova de conhecer a igreja, o linguajar, a filosofia, o objetivo, etc. 
Mergulhei nesse novo mundo e comecei a usar as gírias típicas que quem não conhece, não entende.
Ainda não tinha encontrado o equilíbrio entre as coisas maravilhosas que estava conhecendo e a vida como ela é.

Pois bem...agora volta para o que eu estava contando antes.

Um dia acordei bem cedinho e as meninas continuaram dormindo.
Fiquei na varanda contemplando o dia lindo: o sol que batia nas folhas, os passarinhos em polvorosa cantando com toda a alegria e a lesma andando no chão.
Senti o cheirinho de café vindo da outra casa e pensei na fome que estava começando a aparecer. 
Pôxa, queria um sandubinha feito no tostex. E o Seu Fernando tinha colocado um novinho na casa de todos, menos na nossa porque dizia que já tinha feito MUITO.
Brigamos bastante com ele na noite anterior, mas seu coração estava uma pedra. Chatonildo!

De repente meus pensamentos são interrompidos pelo próprio:

 - E ai, morena...acordou mais cedo hoje?
 - Ohhh Seu Fernando, bom diaaa! Sim, estou só esperando as meninas.

E ficamos lá de prosa, papo vai, papo vem e ele pergunta:

 - Mas e você, uma morena tão bonita...não namora?

E eu respondi:

 - Eu não, Seu Fernando! Estou esperando o Senhor!

Nesse momento ele ficou pálido, sem respiração e levantou com tudo:

 - Está??????? Mas porque??? Desde quando??

 - Sim, estou sim! Sabe Seu Fernando, acredito que será a melhor coisa na minha vida! Faz pouco tempo que senti isso e estou muito feliz com minha decisão. Na hora certa acontece, né?

Gente, ele emudeceu. Levantou, entrou no carro e saiu em disparada. Fiquei sem entender muito bem, mas como o achava meio doidinho, nem liguei.
As meninas levantaram e fomos para o nosso feliz dia na praia, pura alegria!


Já era noitinha quando chegamos na Casinha. E lá estava o Seu Fernando com uma caixa enorme que tinha um laço vermelho bem lindo.

 - Oh morena, trouxe esse presente aqui para você!
 - Pra mimmmm, Seu Fernandooo? Ai que emoção!!! Mas maginaaa, não precisava!

E percebi que as meninas me olhavam com uma cara estranha.
Bom, abri a caixa e era uma sanduicheira novinha
Eu falava:

 - Meninas, olheeem o que ganhamos!!! Ai Seu Fernando, muito muito muito obrigada! Tá vendo só, o senhor é bonzinho no fundo no fundo.

Foi quando uma delas me puxou de lado:

 - Oh mina, o que você falou pra ele hoje cedo?
 - Ué Lu, nada demais...conversamos sobre a vida, ele perguntou porque eu não namorava...
 - E o que você respondeu?
 - Afê Lu, respondi a real...que estou esperando no Senhor!
 - Mina, vai lá agora e explica direito. Ele acha que você está esperando por ele e não o Senhor responder sua oração do principe no cavalo branco....vai lá!

CA-RAM-BA! Que vergonha! Não é possível que ele estava pensando aquilo. Fiquei tensa, mas lá fui eu:

 - Oh Seu Fernando, querido...viu, deixa eu te falar uma coisa...
 - Fala morena, fala...
 - Então, lembra que a gente tava conversando mais cedo?
 - Lembro, lembro sim morena...
 - Então Seu Fernando, é que eu não namoro porque estou esperando o Senhor DEUS me dar um namorado...entendeu?

Gente, senti que o mundo parou naquele momento para ele.
Sem falar (novamente), ele me deu as costas, andou em passos leves e tristes, entrou cabisbaixo no carro e saiu do condomínio.

Aiiiiiiii que dó! As meninas acabaram comigo e eu fiquei desolada.
No dia seguinte ele voltou, numa dose extra de mau humor e a vida continuou como sempre foi.
Depois de pouco tempo recebemos a notícia de que ele tinha falecido.
Dizem que foi do coração....ain.



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Um banho no Francês!


Sabe quando você dá aqueles foras que são totalmente FORA do que poderia ter feito?? 
Pois é minha gente, vou contar o mais recente e isso só pra variar um pouco, né?



Esses dias recebemos a visita de uns franceses na agência e precisaram de uma série de informações para nos ajudar no dia a dia. 
Só que gringo é gringo e europeu é europeu, manja? 
Os caras são suuuuper certinhos...o calor gritando e eles de terno e gravata naquela postura firme que até dói.

Clarooo que já colocamos apelidos em todos, mas o que mais tinha contato conosco foi apelidado de Peter Parker...igualzinho, gente!
Ou então Mario, porque estávamos trabalhando e de repente o cara aparecia. É como se saísse do ar-condicionado ou do cano e nós ficávamos com aquela cara de ÃN?

Bom gente, ficamos em polvorosa levantando informações para a francesada. Eram conversas complexas em inglês e muita coisa para fazer. Mas é do jogo e assim levamos a semana....um corre corre a la Spider Mario.

Era sexta, eu já estava arrasada de cansaço pela semana pesada.
E era cedo, bem cedinho.
E eu tinha sede, muita sede.

Peguei água, sentei com aquela cara de quem dormiria um ano inteiro e abri meu note para começar a trabalhar.
Eis que surge ele, Peter Parker Mario.

 - Hi, how are you?
 - Ahhh hi, tudo bem? Ops...hi, i’m fine...and you?

Bom gente, resumindo ele pediu para sentar comigo e ver algumas planilhas.
Poxa Peter, vá lutar contra os malfeitores, sabe? – pensei eu, mas claro que respondi “Lógicooo, senta aqui...o que quer ver, vamos lá...”

Foi ai, que numa ação involuntária da minha mão, dei um tapão no copo d’água gigante sob minha mesa. Como se fosse uma tempestade ele e eu ficamos ensopados.
E numa ação mais involuntária ainda, minha mão quis secar locais inapropriadíssimos.
Simmmm, quase coloquei a mão onde não devia porque fiquei sem graça, implorando o perdão do moço certinho.
Ele levantou muito rápido e saiu correndo.
E eu fiquei:  “a-i m-eu De-us du céu, que fo-ra!”



Mas como todo bom europeu, era um gentleman e foi somente buscar papel para secar a bagunça toda que a desastrada aqui proporcionou.
E eu só: sorry, please...oh my God, I´m sorry!

E ele muito sério, engomado, arrumado e olhando para mim.
E eu muito desastrada, ensopada, envergonhada e olhando para ele.

E de repente ele soltou uma gargalhada que me deixou até sem graça. Vai saber o que pensou:

Brasileira tonta do caramba;
Brasileira tarada do caramba;
Brasileira louca do caramba;
Brasileiras....

Só sei que nas duas semanas restantes, o Peter me olhava e soltava uma risadinha.
Mantive-me bem longe e agora levo a sério o lema: 
“SE BEBER ÁGUA, NÃO LEVE GRINGOS PARA A SUA MESA!”