Como
podem BEM imaginar, tenho esse sério problema e o que não falta é conteúdo de
“foras” para contar aqui.
Nem sei
se já comentei, mas quando alguém começa a falar uma coisa meio chata finjo que
presto atenção e na verdade viajo até a Lua em pensamento. Sério
gente, começo a traçar planos dos mais estratégicos na minha mente....e a
pessoa lá, gastando seu português. E que sou muito educada para deixar alguém
falando. Claro que às vezes dou uma desculpinha e tchau, mas na maioria das
vezes, desencano e deixo a pessoa ter esse momento de felicidade.
Meus
amigos dizem que sou filha de borboletas com pôneis voadores, porque vivo num
mundo paralelo. Acho que sou seletiva nos assuntos dentro do meu mundo
mesmo....vai saber.
Antes de
casar não ficava um final de semana em São Paulo. Deixava
tudo pronto na quinta à noite, daí sexta depois do trabalho cantava com as
amigas: “vamos a la playa, oh oh oh”.
Minha
amiga Lu PitBull (sim gente a Lu é daquelas loirinhas baixinhas que dá mais
medo do que um pitbull gigante e fardado) comprou uma casinha fofa no sertão de
Camburi (litoral Norte de SP), conhecido como Piavú. Só que chegar no Piavú era
uma aventura. Pensa naquela estrada de terra sem acabamento, nos caiçaras
bêbados que atravessam seu caminho do nada ou então no rio que
transborda.....praticamente uma corrida de aventura. E nós amávaaaaamos, éramos
devoradas pelos borrachudos e nem tchum!
No sábado
acordávamos bem cedinho e preparávamos um café da manhã de estrelas na varanda.
Nós, os passarinhos, o sol, as flores e as comidinhas.
Poxa,
aquele sol na cabeça e eu só queria desfrutar o momento e me jogar na praia.
Mas a Lu estava reformando a casa e ficava naquele assunto chato de pedreiro
com o Severino. E o Severino, minha gente, ahhh o Severino era um personagem na
região.
Sabe
aquele nordestinho barrigudão que faz tuuuudo o que vc pede na maior boa
vontade e querido de tudo? Então...
Ele
de-tes-ta-va caseiro com má vontade, era super respeitado e cuidava da casa da
Lu como ninguém, só que o cabra falava mais que a boca. E o pior, eu não
entendia 1 palavra do que ele dizia. “Nhanhanahanhenehejujujucococxixix” para
mim era isso que ele falava. Só que eu era suuuuuper atenciosa porque ele era
muito querido.
Num
desses dias, eu estava sentada tomando meu cafezinho e meio lesa de sono, ele
em pé arrumando umas coisas relacionadas à reforma na casinha e a Lu no quintal.
De repente:
Severino:
ô Micheuli, nhanhanahamajenaanaha.
Eu: ahhhh
sério Severino, que legal...nooossa!
Severino:
que eu preciso chonhalucachouvaski para pegar....
Eu: é
meeeeeeesmo???? Nossa, hein..que coisa.
Severino:
lá na casa lá chonhalucachouvaski lá que vai....
Eu: caramba
hein Severino...nossa!
A Lu que
estava escutando esse diálogo entra rindo na casa, PASSADA a ferro e fala:
Minaaaaaaaa,
ele tá pedindo pra você passar o martelo...pega o martelo e para de falar:
aham, nossa q legal!
Sim, o
Severino devia me achar meio tonta.
Falo dele
no passado porque já morreu. Estranho gente forte assim morrer, né? Mas esse
ícone do Piavú se foi. RIP Severa!
Outro dia
conto mais sobre a praia. Tem muiiiiita coisa engraçada dessa época.
Sei que
hoje é sexta, dia de se jogar no final de semana. Saberemos quem matou o Max e
o que será da Carminha. E se você for para a praia e conversar com alguém,
pare, olhe, preste atenção e responda com responsabilidade.


3 comentários:
Me rachei de dar risada... imagine falar com os Severinos por telefone?! Quem passou por isso, sabe bem o que estou falando.
:)
Tati
amiga é antes de seis e meia da matina e eu aqui me acabando de rir das suas peripeécias!!!!! ajahha bjo
Giselle Slade
Chorei! Vc realmente faz a gente entrar na cena!!!! Amo!
Helena Alayon
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