11 dias....há 11 dias não escrevo porque há 11 dias acontecimentos dos mais intensos vieram à tona.
Mas no meio desses 11 dias, estava eu andando pela Av. Paulista quando me deparei com lindos textos que contam pequenas cenas do cotidiano. Trata-se do projeto "Minirroteiros da Cidade" da artista Laura Guimarães no cenário urbano gráfico criado por Felipe Primat.
Naquele dia chovia. Nem me importei. Parei, apreciei e pensei tanto que o tempo parou.
Vivemos na maior cidade da América Latina, vivemos num país gigante e cheio de diversidade, vivemos num planeta com mais de 7 bilhões de pessoas. É tudo tão enorme, gigantesco e maior do que estamos vivendo. Mas são nossos mundos particulares que ditam as regras. São as pequenas cenas das nossas vidas que constroem legados e histórias.
Todos os nossos dias são constituídos por minirroteiros, e que delícia não ser refém de uma prisão a ponto de querer viver somente coisas gigantescas.
O pequeno encontro proporciona o casamento.
O pequeno atraso salva uma vida.
O pequeno orgulho causa uma grande queda.
Pequenos momentos mudam rumos.
Inspirada pelo meu momento e por esses microrroteiros, escrevi o texto abaixo. Sei que nada tem a ver com as histórias engraçadas que estão acostumados, mas é parte da pequena cena atual da minha vida que terá seu rumo alterado de forma bem drástica...
"Disse que o amava, mentiu. Aquele que amava, morreu. O que existe, não conhece.
Novembro amargo, o doce se foi e a luta entre a dor e a fé dá um pulo.
Mentiras à tona, caráter revelado, não quer acreditar...prefere a ilusão.
Não quer cobrar o estrago feito, prefere seguir, prefere mudar o rumo.
Prefere abandonar o caos, abandonar o carro que a aprisiona no trânsito e andar na chuva. Já não se importa com estragos, sabe lidar com eles. Na verdade, sente-se mais forte com a tempestade que cai sobre ela.
De longe avista um abrigo, passa longe, de mentiras está cansada."
Um comentário:
Me emocionei. Nossa! Bj Mo Bedoyan
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