terça-feira, 27 de novembro de 2012

Feel the Rain!

Eu gosto de pessoas que sorriem quando está chovendo.

Todo o dia coloco o despertador para 6h20, mas parece que o bicho toma vida e se autoprograma para às 7h ou 7h30.
E se tivesse uma câmera escondida em casa eu estava na roça, porque é a coisa mais ridícula que já se viu. 
Salto da cama e sempre dou uma trupicada no chão, ligo o Bom Dia Brasil no último volume, vou ao quarto de vestir e fecho metade da janela (para não dar show à Seu Ninguém), sento na cadeira e penso na vida...ai me dou conta que estou atrasada e salto novamente, ligo o chuveiro e quase sempre esqueço a toalha no local mais distante do mini apto. É ridículo!
Depois tem o ritual todo da beleza: cremes específicos para cada parte do corpo, escolha da roupa (coloque uns 30 minutos ai), secar o cabelo, passar perfume, preparar o café e o lanche do dia, “ahhhhhhhhhhhhh socorro to MEGA atrasasa já!”, sim todo dia ela faz tudo sempre igual!

E hoje não foi diferente. Aliás, foi um pouco, porque não tinha trânsito e confesso que fiquei animada “eba, chegarei cedo...lá lá lá, ponto para mim despertador tonto”
Sabia que tinha chovido a noite inteira, mas o céu não apresentava sinais não.
Mas é claro, é lógico, é obvio que no momento em que eu precisasse andar 1 mísero quarteirão para chegar ao trabalho, a tempestade do século cairia na minha cabeça. Ainda bem que tinha meu guarda-chuva engatilhado, mas o melhor de tudo é que bem na hora, a Ba (minha amiga do kilo mais caro de todos os tempos, lembram?) me resgatou. Entramos no carro e o diálogo ficou naquilo “Meuuu, que chuva é essa?” “Nossa, olha isso...que chuva” “Ai menina, que chuva”. 
Paramos no estacionamento e achamos melhor esperar que aquela ira toda acalmasse um pouco. Nessa mesma hora, a Ju (a outra amiga) chegou e concluímos que era hora de sair do carro.

Leso engano ou engano de lesas.

A chuva apertou e o chão virou um rio, era água que não acabava mais.
Ágil como uma gazela, consegui pular a enxurrada e chegar na calçada, mas a Ba e a Ju não. Era saia levantada, alpargata ensopada, uma baixaria!
E comecei a gritar:
“Ah gente, para de frescura...vem vem”
E elas:
“Ai, calma...péra...a gente tá indo”

Foi então que o que eu mais temia, aconteceu!
Uma pessoa, daquelas bem sem noção, passou com seu carro tonto na maior poça que existia na rua, logo a poça tomou a proporção de onda, que logo atingiu a única cidadã na calçada – eu!



Todo aquele trabalho da manhã foi por água abaixo (literalmente!).

Cabelo – encharcado!
Camisa – encharcada!
Calça – encharcada!
Meia – encharcada!
Bota – encharcada!

As meninas gritaram em slow motion: N ÃÃÃÃ ON N N!
E eu gritei: TON N N N N T O ONN!

Fiquei desolada e cheguei sem nenhuma dignidade na agência. Senti os olhares em minha direção e os pensamentos: “coitada”.


Depois de um tempo com a bundeca ainda molhada sai para o almoço. 
E qual não foi minha surpresa ao ver o lindo dia de verão lá fora?

Sim, tudo isso num único dia. As coisas boas?
 - Meu amigo Juninho preferiu meu cabelo pòs tempestê.
 - O céu ficou num azul tão puro e limpo que dava gosto de olhar.
 - E na boa, não posso reclamar, eu AMO um bom banho de chuva (mesmo nessas míseras condições).

Beijo e vai pra chuuuuva!
Algumas pessoas sentem a chuva, outras apenas se molham.

4 comentários:

Unknown disse...

Amiga,

Gargalhei com seu relato e principalmente com a lembrança da cena pitoresca que tive o prazer de presenciar.

Mas sabe qual é o melhor de tudo? A maneira como você enxerga a vida e momentos tão singelos como este. Outra pessoa passaria o dia mau humorada, xingando a vida, o mundo e todos os habitantes dele. Mas vc é diferente. E ainda bem que eu tenho a oportunidade de tds os dias aprender com vc.

Beijos, meu amô!

Ju, a amiga da alpargatas falecida!

Anônimo disse...

Falou tudo Ju das alpargatas falecidas, esse olhar da vida que a Coisa tem ê o melhor!! Te amo

Dani Naka disse...

Aiiii... tenho que concordar com a Ju... também!!!
Esse é a mais pura verdade de vc!!! E eu amo! Bjs

Anônimo disse...

Quêêê situação! hahahaha!!! Fico maluca com gente q passa em poça e joga água, principalmente em quem está nos pontos de ônibus. É de cortar o coração! Logo penso: E se fosse sua mãe no ponto, seu ratueira?! hahahaha verdade. Penso mexxxmo! Mas...sair na chuva é bom demais. Fiquei imaginando todo o creme e o perfume escorrendo...Ô geeenteee!!! hahahahah Beijo Mo Bedoyan